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Tratamento oncológico
no país circunscrito a Luanda

A incidência e a prevalência das doenças infecto-contagiosas em Angola ainda são muito elevadas.

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Fotografia
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JA Imagens

As enfermidades crónicas não-transmissíveis disputam a sua supremacia e começam a ganhar um espaço
de destaque, estando os cancros a atingir valores consideráveis, superados apenas pela silenciosa hipertensão e pela traiçoeira diabetes.

Aos olhos da Organização Mundial da Saúde o cenário é tenebroso, desolador e preocupante. Segundo o organismo das Nações Unidas, dez mil angolanos entram, todos os anos, para as estatísticas dos doentes de cancro. Para bem ou para mal, o Instituto Angolano de Controlo do Cancro (IACC) apresenta outros números. Fala em três mil casos por ano e um morto por dia, enquanto o Instituto Nacional de Saúde Pública reduz para 1.300 casos os novos detectados em cada doze meses, porém sem contabilizar os doentes falecidos.

Estes dados desencontrados agravam ainda mais a preocupação dos pacientes acometidos pela doença, cujo controlo e tratamento apenas estão disponíveis em Luanda, numa única instituição pública vocacionada para o tratamento das doenças do foro oncológico. No Instituto Angolano de Controlo do Cancro, situado no DistritoUrbano da Maianga, a romaria é intensa todos os dias. Para lá se deslocam pacientes de todos os pontos do país, unidos pelo mesmo propósito: livrar-se de uma enfermidade, “cuja famosa letalidade nos faz engolir a seco o amargo davida”, conforme declara à equipa da Economia & Mercado (E&M) Lúcia, uma doente de 55 anos, que percorreu os perto de 63 quilómetros que separam Luanda de Caxito, onde vive, para, assim como outras 299 mil mulheres, encontrar tratamento e preencher a contabilidade anual do Instituto Angolano de Controlo do Cancro.

Leia mais na edição de Novembro de 2018.

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