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UE recorre à solidariedade para combater Covid-19

A Itália regista o maior número de mortes do mundo e é um dos países europeus que recebe mais apoio.

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Redacção_E&M
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Depois de, há duas semanas, os chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE) terem decidido interditar entradas "não essenciais” em território europeu por 30 dias, surgiu ontem, 29 de Março, uma onda de solidariedade dentre os estados-membros.

Segundo a Euronews, este domingo, um helicóptero militar transferiu dois pacientes da cidade francesa de Metz para a Alemanha, ao passo que, no sábado, os militares alemães transportaram seis doentes de Bérgamo (Itália) para vários hospitais de Colónia. A Alemanha também já acolheu doentes do leste de França.

Para o ministro das finanças alemão, citado pela Euronews "mais do que nunca, a solidariedade é necessária em todo o mundo". Olaf Scholz defende que depois da crise todos os estados-membros devem reforçar a união dentro da Europa.

Recorde-se que a solidariedade europeia foi particularmente criticada depois da cimeira extraordinária, da última semana, dedicada à crise do novo coronavírus. Os líderes europeus prometeram cooperação, mas não chegaram a acordo sobre a emissão de títulos de dívida europeia para apoiar os países mais afectados pela pandemia.

A Itália regista o maior número de mortes do mundo e é um dos países europeus que recebe mais apoio. Trinta médicos e enfermeiras albaneses chegaram ao país para ajudar na luta contra o Covid-19. O grupo vai trabalhar nos hospitais de Brescia e Bergamo.

A República Checa também vai ajudar a Itália e a Espanha, enviando para cada país 10.000 fatos de protecção descartáveis para o pessoal médico que o governo de Praga recebeu da China.

Reforço de medidas contra o Covid-19

Ainda de acordo com a Euronews, a Espanha vai parar todas as actividades económicas não essenciais até 9 de Abril, depois de dois dias seguidos a registar o maior aumento do número de mortes por covid-19. A medida contempla que os empregados fiquem em casa durante 11 dias a receber o salário por inteiro. Após esse período, fica estabelecida uma compensação gradual do patronato, até ao final do ano, respeitando as horas de descanso.

Já no Reino Unido, com o número de mortes associadas à covid-19 a crescer de forma exponencial, o governo anunciou que a quarentena está para durar. A estimativa é de voltar à normalidade só daqui a seis meses.

O governo já alertou os britânicos para se prepararem para o pior que ainda está para vir, mas alguns britânicos ainda não assimilaram a mensagem e continuam a vida como dantes.

Em Portugal, após duas semanas de quarentena voluntária, o grande desafio agora são as férias. As autoridades estão na rua, as estradas têm sido bloqueadas. Este ano, apelam, a Páscoa é para ser celebrada à distância.

Entretanto, as medidas económicas para fazer face à crise multiplicam-se. Apesar das reticências da Alemanha e da Holanda, nove países da União Europeia defendem a solidariedade orçamental entre os 27 e pedem a emissão de dívida comum.

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