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Vitrum a caminho do planalto central

A Vitrum, uma das cinco empresas do grupo Auto-Sueco Angola, criada em 2010, tenciona abrir, em 2020, um armazém na província do Huambo para atender a região sul.

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José Zangui
Fotografia
:
Carlos Aguiar
José Zangui

Vocacionada para a importação grossista e comercialização de vidros para a construção civil, o primeiro negócio da Vitrum foi a colagem de películas anti-solar (fumos) em viaturas, mas, dois anos depois, a empresa abandonou essa operação devido a várias condicionantes, como a concorrência “muito forte de chineses e libaneses”, bem como do mercado informal, revelou o director executivo da empresa, Nuno Ramos.

O gestor referiu que, apesar de o vidro importado pela Vitrum oferecer “melhor qualidade”, no contexto de crise que o país atravessa, para o cliente não importa a qualidade mas sim o preço. Outro factor que levou a empresa a sair do negócio primário – aplicação das películas – foi a queda da importação de viaturas. “Houve uma diminuição na importação e na compra de carros e tudo isso impactou no negócio. Apenas as empresas petrolíferas e o Estado ainda compram viaturas e são com estes poucos clientes que ainda trabalhamos na aplicação de películas”, afirmou tendo acrescentado que, com a redução de clientes no segmento das películas para viaturas, a Vitrum virou-se para a importação de vidro para a construção civil. Actualmente, vende a vidreiras e a empresas de construção para portas e janelas.

Neste segmento de negócio, revelou o entrevistado, a Vitrum é a única empresa autorizada em Angola, não tendo por isso concorrentes de forma oficial. Entretanto, não teme o surgimento de concorrentes porque “a rapidez e a qualidade no atendimento vão definir a preferência dos clientes”, justificou Nuno Ramos.

A empresa está representada em Luanda, Benguela e Lobito, mas a previsão é que, em 2020, venha a ter um armazém na cidade do Huambo, por uma questão estratégica. Ou seja, o vidro é transportado por via terrestre, de Luanda para outras províncias, com suporte de uma frota de camiões, o que expõe o negócio a vários riscos. Um armazém para abastecer a zona sul, informou o gestor, vai reduzir a actual pressão na área logística.

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