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“Assim tá bom?”. Uma leitura crítica sobre a desvalorização do kwanza

Diz-se que uma Governação se mede não apenas pela maneira mais ou menos equitativa como reparte os benefícios, mas também pelo modo como, em contexto de crise, distribui os sacrifícios.

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O título deste artigo recupera uma expressão popularizada pela “kudurista” Jessica Pittbull, num vídeo postado no Youtube, reclamando contra
 o aumento disparado dos preços dos bens alimentares.

Em Angola, nos últimos dois anos e meio, a política cambial emergiu como o principal instrumento da política económica, subsidiada pela gestão da dívida pública, por uma contenção da despesa pública pouco eficiente e, mais recentemente, pela política fiscal e pelo processo de privatizações.

Numa primeira fase, ainda numa lógica de processo de “sedução” pré-compromisso, e, desde 7 de Dezembro de 2018, depois que o Conselho de Administração do Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou um acordo alargado de três anos com Angola ao abrigo do Programa de Financiamento Ampliado (EFF, na sigla inglesa), no montante de 2.673 mil milhões DSE (cerca de 3,7 mil milhões USD, ou 361% da quota de Angola) para apoiar o programa de reforma económica do país.

O programa apoiado pelo acordo EFF tem como finalidade ajudar Angola a restaurar a sustentabilidade externa e orçamento e a lançar as bases para a diversificação económica sustentável e liderada pelo sector privado. Entre os pilares básicos do programa destacam-se a consolidação orçamental, para conduzir a dívida a nível mais seguros; a maior flexibilidade cambial, para recuperar a competitividade; e uma política monetária de apoio para reduzir a inflação.

Leia mais na edição de Dezembro de 2019

Economia & Mercado – Quem lê, sabe mais!

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