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China interessada em dialogar com EUA

O interesse foi manifestado, esta semana, pelo conselheiro do Governo e ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi.

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Cláudio Gomes
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Cláudio Gomes

Para o governante, segundo o Jornal de Angola, Pequim está pronta para reabrir o diálogo construtivo com Washington depois de as relações entre os dois países terem caído ao ponto mais baixo em décadas sob a gestão do ex-Presidente Donald Trump.

O diário público escreve que Wang Yi pediu a Washington que remova as tarifas sobre os produtos chineses e abandone o que considerou ser uma “supressão irracional do sector de tecnologia chinês”, medidas que criariam as "condições necessárias” para a cooperação.

O dirigente chinês pediu, conforme escreve o Jornal de Angola, a Washington que respeite os interesses centrais da China, pare de "difamar” o Partido Comunista, pare de interferir nos assuntos internos de Pequim e pare de "ser conivente” com as forças separatistas a favor da independência de Taiwan.

"Nos últimos anos, os Estados Unidos basicamente cortaram o diálogo bilateral em todos os níveis”, disse Wang em comentários. "Estamos prontos para ter uma comunicação franca com o lado dos EUA e nos engajar em diálogos voltados para a solução de problemas.”

De acordo com a publicação angolana, os comentários do ministro reforçam a pressão que a China vem exercendo para que o Governo Biden retire as medidas adoptadas pelo seu antecessor, Donald Trump. Ou seja, inclui assuntos comerciais e tecnológicos que levaram Donald Trump a aumentar as tarifas sobre as importações chinesas, em 2017, e impor proibições ou outras restrições às empresas de tecnologia chinesas e ou de intercâmbio académico.

Para recordar ainda que Trump também aumentou os laços militares e diplomáticos com Taiwan, região auto-governada reivindicada pela China como seu próprio território, e sancionou as autoridades chinesas por abusos contra minorias muçulmanas em Xinjiang e repressão às liberdades em Hong Kong.

Embora Biden tenha prometido maior engajamento e um tom mais ameno na diplomacia dos EUA, não está claro se o novo Presidente norte-americano fará alguma mudança fundamental nas políticas em relação à China.

Neste sentido, o conselheiro do Governo e ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi disse que a China não tinha "nenhuma intenção de desafiar ou substituir os Estados Unidos” e estava pronta para coexistir pacificamente e buscar o desenvolvimento comum.

Já em relação ao comércio, Wang disse que a China defenderia os direitos das empresas norte-americanas, mas espera que os EUA "ajustem as suas políticas o mais rápido possível”. Os EUA também precisam derrubar restrições nas áreas de media, educação e circulação de pessoas para reverter declínios acentuados no número de chineses a estudar nos EUA e visitas de chineses em turismo ou negócios, disse Wang.

"Espero que os dois lados trabalhem juntos para conduzir o navio gigante das relações China-Estados Unidos de volta ao curso de um bom desenvolvimento para um futuro brilhante, sem limites.”

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