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Como líder, estou preparada ou preparado para este novo cenário?

O líder actual precisa ser um agente de transformação. Fazer as perguntas certas, dar espaço para que as pessoas sejam as suas melhores versões continuamente.

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Camila Leite
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Camila Leite

Um dos temas mais debatidos nessa nova Era é Liderança. Observa-se pontos críticos nos modelos de liderança actuais que envolvem líderes ainda centralizadores e egocêntricos, que possuem dificuldade em quebrar antigos padrões.

Neste novo momento, é taxativa a mudança de paradigmas e da presença de líderes cada vez mais humanizados e flexíveis.

O líder actual precisa ser um agente de transformação. Fazer as perguntas certas, dar espaço para que as pessoas sejam as suas melhores versões continuamente.

Os novos tempos pedem lideranças mais empáticas, abertas às opiniões e que incentivem as pessoas a olharem-se. Estimular a auto-gestão, incentivar o diálogo.

E aqui, sinalizo o grande desafio dos líderes: o auto-conhecimento. Perceber as suas forças e as suas fraquezas. É um movimento de transformação interna frente a um novo momento de alta pressão de mudança do perfil dos líderes actuais. Só com o auto-conhecimento que se consegue ser genuíno e construir relações empáticas. Os bons líderes têm o seu auto-conhecimento forte e transmitem conhecimento para a equipa. É a transformação do mindset, ter sensibilidade para perceber que o mundo está a mudar, assim como o comportamento humano. Mais do que isso: ter equilíbrio emocional, pois acredite: ser workaholic é coisa do passado. As novas gerações buscam líderes inspiradores e, estes, prezam pela qualidade de vida.

A pergunta a se fazer, hoje, é: Como líder, estou preparada ou preparado para este novo cenário?

Segundo a pesquisa Empresas dos Sonhos 2019, realizada pela Accenture Brasil, uma cultura de confiança impacta directamente na receita e na gestão das pessoas. E como engajar sem confiança? Lembrando que esta fragilidade interfere directamente no índice de turnover (há muitos anos já não é o salário que mantém as pessoas nas empresas).

É importante entender também que há outros pontos críticos que impactam numa liderança assertiva, dentre elas, o envolvimento da média gestão que hoje encontra-se desengajada e desmotivada. Eles são imprescindíveis para a amplitude da visão estratégica por estarem numa linha intermediária entre a estratégia e o operacional. Para além disso, segundo a OMS, mais de 264 milhões de pessoas devem sofrer de depressão por causa do trabalho e a estimativa é que há um impacto de 1 trilhão de dólares sobre a economia global por conta da perda da produtividade no trabalho.

Simon Sinek fala: “Feche o computador e olhe para as pessoas”. Envolvimento das pessoas chaves para discutir a gestão do futuro. Escuta activa, dar espaço para as pessoas apresentarem as suas ideias.

Os novos tempos pedem por líderes conectores, colaborativos, incentivadores. Precisam apoiar e investir seu tempo em apoiar pessoas a desenvolverem as suas capacidades de superar os seus desafios individuais e dentro da empresa.

O convite é que você analise o líder que deseja ser no futuro. Depois, pense no líder que é hoje e se ele já é a formatação desse futuro que visualizou. A indicação é que construa um plano de auto-desenvolvimento que lhe apoie a ser esse líder do futuro, seja a investir em melhorias das competências técnicas, mas principalmente, as competências qualitativas que lhe levarão a criar relações mais empáticas e produtivas.

E para concluir, partilho esta frase a qual desconheço o autor: “Realmente o mundo é complexo e desafiador; se não trabalharmos juntos, não teremos a menor chance”.

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