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É necessário desafogar mais o Estado

Nascido em Luanda, Márcio Botelho é licenciado pela Universidade Gregório Semedo no curso de Engenharia Informática. Actualmente é Analista de Recursos Humanos no Grupo Zahara.

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Fotografia
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Carlos Aguiar

Já trabalhou como Técnico de Análise e Controlo Operacional, na UCALL, e mais tarde exerceu as funções de Supervisor de Contact Center na Unitel.

Economia & Mercado (E&M) - Qual é a receita para se ser um bom gestor?

Márcio Botelho (MB) - Antes demais, é necessário conhecer o modelo de negócio da empresa em que se está inserido, perceber realmente os seus objectivos e conhecer, acima de tudo, as debilidades e as principais vantagens da equipa. Sem descurar o facto de que é preciso investir em algumas competências como liderança, inovação, agilidade, versatilidade, maturidade e visão estratégica, que são qualidades que se esperam num bom gestor.

E&M - No actual cenário de restrições que a economia angolana vive, quais são os principais obstáculos à sua actividade?

MB - Particularmente, não encaro as dificuldades como barreiras, mas sim como oportunidades. Acredito que somos chamados para servir o país e ajudar na edificação do mesmo. Entretanto, tenho a plena certeza que os obstáculos são muitos e não serão ultrapassados do dia para a noite. Precisamos de apostar mais na diversificação das fontes de receita das empresas e do próprio Estado. Por outro lado, é necessário desafogar mais o Estado em termos de criação de postos de trabalho, através da promoção de micro, pequenas e médias empresas em diversos sectores da economia não petrolífera.

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