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Importação “Made in Angola”

O discurso sobre a necessidade de reforço da produção nacional, com vista à substituição das importações, reforça-se a cada ano, mas, na prática, parece que as acções não têm tido o impacto desejado.

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Fotografia
:
Carlos Aguiar

Nos últimos 20 anos, enquanto se assistia ao declínio acelerado do sector produtivo – particularmente a agro-indústria –, solidificou-se o negócio da importação, hoje apontado como o principal inimigo da produção nacional. Por exemplo, em 2015, Angola gastou mais de 6 mil milhões de dólares na importação de produtos da agro-indústria, da pesca e de outras indústrias, segundo dados do Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações (PRODESI), que estima que, “por cada bilhão de dólares despendidos actualmente em importação, seja suficiente investir 200 milhões de dólares para criar o tecido empresarial nacional capaz de suprir essas mesmas necessidades com produção local”.

Mas, apesar dos investimentos em projectos do sector produtivo, a nível do programa Angola Investe e de outras iniciativas privadas, a produção nacional manteve-se, nos últimos anos, num estágio incipiente, o que se agravou com as limitações de pagamento a fornecedores exteriores, na medida em que o país continuou dependente de matérias-primas e bens intermédios de produção, tanto para a agricultura quanto para a indústria transformadora, que foram apontados como sectores bandeira para a diversificação da economia.

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