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Isabel dos Santos nega envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro

Alegação faz parte das conclusões do caso FinCEN Files, divulgado no passado Domingo, 20, no qual relata-se uma série de actividades suspeitas reportadas por vários bancos às autoridades americanas.

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A empresária Isabel dos Santos nega ter tido qualquer envolvimento com transferências suspeitas através de bancos norte-americanos, numa reacção às recentes notícias postas a circular com base no chamado caso FinCEN Files.

Em comunicado, dirigido à imprensa, Isabel dos Santos refere que quer ela, quer as suas empresas “nunca foram clientes de nenhum banco norte-americano”, afirmando ser completamente “falso e difamatório” que um banco norte-americano a tenha “ajudado em transferências associadas à sua família e ao Estado angolano”.

A empresária e o marido Sindica Dokolo estarão entre os clientes confidenciais que foram reportados às autoridades americanas no âmbito dos FinCEN Files, mas Isabel dos Santos alega que as notícias fazem parte de uma arma de vingança e de acerto de contas.

Mais de 2.100 relatórios sobre actividades suspeitas enviados entre 1999 e 2017 por vários bancos às autoridades americanas estão na origem da mais recente fuga de informação à escala mundial, os FinCEN Files.

Os documentos, a que um consórcio de jornais de investigação teve acesso, revelam detalhes sobre transferências bancárias de mais de dois biliões de dólares em que foram levantadas suspeitas sobre eventuais esquemas de lavagem de dinheiro ou outros crimes.

Em causa estão transferências através do JPMorgan, que, na qualidade de banco correspondente do banco BFA/BPI, realiza pedidos de compliance regulares, solicitando informações sobre várias transações e de vários clientes do banco.

“As transações financeiras relatadas nos artigos jornalísticos são de 2013, ou seja, ocorreram há mais de sete anos. Esta informação é regurgitada e requentada e faz parte da campanha difamatória que continua a ser alimentada por aqueles que viram os seus rendimentos ilegítimos cortados na Sonangol quando a Engª. Isabel dos Santos ocupou o cargo de PCA de Junho de 2016 a Novembro de 2017”, refere o comunicado.

Além disso, segundo a empresária, os pedidos de informação adicionais que suportavam estas transações foram solicitados pelos bancos e pelo supervisor, tendo sido “devidamente prestados”.

“Foi, ademais, verificado que não existia nenhuma situação anómala nem nenhuma irregularidade e que se tratavam de pagamentos efetuados no âmbito de actividades comerciais ordinárias e correntes”, ressalta o documento, no qual sublinha-se ainda que “este esquema de lançar notícias e suspeitas para destruir a Engª. Isabel dos Santos e as suas empresas foi transformado numa arma de vingança e de acerto de contas”.


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