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Kwanza Norte. O declínio de uma potência agro-industrial

O parque industrial da província do Kwanza Norte está a desaparecer, depois de já ter sido o quarto maior do país na década de 1970.

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Fotografia
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JA Imagens

Entre os investimentos subaproveitados está a Satec, fábrica de têxteis que beneficiou, há poucos anos, de um financiamento.

O governador provincial do Kwanza Norte, Adriano Mendes de Carvalho, tem como aposta a agricultura familiar e mecanizada, o turismo, o comércio e a prestação de serviços, de modo a contribuir para a geração de mais empregos para a juventude. Nas últimas semanas, o governante tem-se desdobrado em reuniões para evitar o encerramento de um dos maiores empregadores da província, a cervejeira EKA, ligada ao Grupo Castel Angola, ao mesmo tempo que combate a Covid-19, depois de a província ter registado os três primeiros casos fora de Luanda.

O Kwanza Norte tem um total de 549 técnicos de saúde mobilizados para um total de dez municípios, um hospital de campanha com algum equipamento, mas ainda falta melhorar algumas condições para o tratamento dos casos da Covid-19, de acordo com a directora do Gabinete Provincial da Saúde, Maria Filomena Wilson. Os casos positivos registados na província são de dois cidadãos estrangeiros e um angolano, habitualmente residentes em Luanda.

Mas não é apenas a pandemia que tira o sono às autoridades do Kwanza Norte. A população do Dondo está apreensiva, pois cerca de 160 trabalhadores deverão ir para o desemprego, antevendo-se, assim, anos difíceis para a província. Recorde-se que o Dondo já foi o principal pólo industrial do Kwanza Norte, mas com o tempo foi perdendo este peso, devido ao encerramento da Vinelo, fábrica de vinho, da Satec, fábrica de tecidos, e agora do encerramento da cervejeira EKA, anunciado pelo seu director-geral, Marc Mayer.

De acordo com o gestor, pesaram para a tomada desta decisão o aumento dos custos operacionais, agravados com a aplicação do Imposto Especial de Consumo (IEC), do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) e a escassez de divisas.

O governador provincial, Adriano Mendes de Carvalho, ainda tentou, sem sucesso, travar a decisão da empresa, situada no município de Kambambe, que anunciou, a 5 de Maio último, a suspensão da produção a partir do mês de Junho, facto que veio a acontecer devido ao aumento dos custos operacionais.

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