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ONU aprova Resolução sobre Negação e Distorção do Holocausto

Redacção_E&M
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DR

A Assembleia Geral das Nações Unidas adoptou, por consenso, a resolução que condena a negação e a distorção do Holocausto. O documento foi aprovado na presença de sobreviventes do genocídio nazista.

Dia 20 deste mês assinalou-se o 80º aniversário da Conferência de Wannsee, que lançou as bases para a perseguição sistemática e assassinato de judeus em toda a Europa. O objectivo de assinalar a data é, em nome de todas as vítimas e sobreviventes, nunca esquecer o infausto acontecimento para que não se repita nunca mais.

Estima-se que o Holocausto levou à aniquilação de um terço do povo judeu, bem como membros de outras minorias, motivada por ódio, intolerância, racismo e preconceito. 80 anos depois, foi aprovada na semana passada a resolução para que se aceite e se reconheça ter havido o Holocausto para evitar que se repita.  

O Ministro das Relações Exteriores de Israel, Yair Lapid, e a Ministra das Relações Exteriores da Alemanha, Annalena Baerbock, emitiram, no 20 de Janeiro de 2022, uma declaração conjunta saudando a adopção, por consenso, da Resolução da Organização das Nações Unidas sobre Negação e Distorção do Holocausto.

“Saudamos a adopção, por consenso, da Resolução da ONU sobre Negação e Distorção do Holocausto. Esta iniciativa foi apresentada conjuntamente por Israel e Alemanha. Estamos extremamente preocupados com o aumento da negação, distorção e revisionismo do Holocausto, bem como o fenômeno de comparações de questões de controvérsia política e o Holocausto, que temos testemunhado recentemente”, escrevem as autoridades dos dois países, alertando que as comparações são uma distorção da história e uma injustiça para com os homens, mulheres e crianças cujos direitos foram roubados, perseguidos e assassinados.

“Essas comparações são uma expressão de antissemitismo e estão em contraste directo com a definição de antissemitismo da Aliança Internacional para a Preservação da Lembrança do Holocausto (IHRA) e a definição de negação e distorção da lembrança do Holocausto dessa organização. Elas semeiam preconceito e hostilidade e ameaçam a sociedade em que vivemos”, advertem.

 Os governos dos dois países dizem que as suas prioridades são: promover a memória e a educação para a memória do Holocausto, bem como os esforços para combater o antissemitismo, o racismo e a xenofobia.  

“Temos o dever de lembrar, estudar e desafiar o aumento dos fenómenos do revisionismo do Holocausto, sua negação e distorção, tanto em suas configurações online quanto offline. Esta decisão pede aos Estados membros da Organização das Nações Unidas, suas agências, bem como entidades do sector privado, como empresas de tecnologia, que tomem medidas activas contra a perturbadora tendência de negação e distorção do Holocausto, para incentivar a educação, a pesquisa e nutrir a memória do Holocausto”, apelam os dois Governos.

Israel e Alemanha entendem que a adoção desta resolução por consenso prova, claramente, que a negação do Holocausto é uma questão sobre a qual a comunidade internacional está unida e de acordo. Estamos comprometidos em preservar a memória das vítimas e garantir que os horrores do passado nunca mais se repitam,” concluiem os diplomatas dos dois países.