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Projecto “Meu Kamba”, por um ensino cada vez mais tecnológico

Doze províncias e 91 escolas formam este projecto que deu os primeiros passos em 2014. A ideia é beneficiar 60 mil alunos até ao final de 2018.

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Pedro Fernandes
Fotografia
:
Carlos Aguiar
Pedro Fernandes

Trinta e seis mil alunos de 12 províncias, incluindo Luanda, têm acesso a computadores em 161 escolas e 91 salas de aulas do ensino primário através do projecto “Meu Kamba”, que prevê alargar a sua acção a 60 mil estudantes até ao afinal deste ano.

Este projecto, licenciado pela empresa angolana com o mesmo nome,distribui e instala computadores e quadros interactivos nas escolas públicas dopaís graças a um acordo rubricado em 2014 com o Ministério da Educação, segundoinformações avançadas à Economia & Mercado (E&M) pelo administrador dainiciativa, Francisco Xavier Pedro.

“O professor, em tempo real, envia uma série de matérias aos alunos presentes na sala de aula, interagindo com eles e avaliando-os. Toda esta sequência funciona no interior de uma sala e cada um dos elementos – professor e alunos – está no seu computador”, participando, assim, no processo de ensino e aprendizagem, “respeitando o programa curricular do Ministério da Educação”, explica.

O projecto, continua Francisco Xavier Pedro, visa igualmente dotar osalunos do ensino primário de conhecimento e competências relativos aomanuseamento das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC).

No âmbito do projecto, 196 professores e 39 gestores escolares foram igualmente capacitados e aplicam esse conhecimento nas províncias beneficiadas pela iniciativa, nomeadamente Zaire, Uíge, Namibe, Huíla, Luanda,Huambo, Kwanza Sul, Benguela, Bié, Kuando Kubango, Cabinda e Caxito.


O projecto surge na sequência da inclusão de uma estratégia digitalpara as escolas do ensino de base, no quadro do Plano Nacional deDesenvolvimento (2013-2017) para o sector da Educação. A ideia, segundo omentor do “Meu Kam- ba”, baseia-se na inclusão digital, na in- formatização ena facilitação do acesso à tecnologia de ponta em salas de aula de qualquerponto do país.
“O Ministério da Educação, tendo em conta alguns critérios,coordena o processo da selecção de salas. Importa dizer que na Educação não sedeveria falar de gastos, mas, grosso modo, de investimentos para a Nação”,considera Francisco Xavier Pedro.

Segundo este responsável, os computa- dores utilizados têmespecificidades que respondem às exigências do ensino em Angola. “Oscomputadores têm uma série de aplicativos adaptados ao sistema de ensino, desdevídeos, manuais a aplicativos para exercícios”.

A energia eléctrica, um elemento fundamental para o funcionamento do material mas de fornecimento bastante inconstante em boa parte do território nacional,não constitui um constrangimento para o projecto, segundo Francisco XavierPedro, que traça o perfil das escolas beneficiárias do “Meu Kamba”: “Embora piloto, o projecto tem critérios de selecção, sendo a fonte alternativa à rede eléctrica uma exigência primária às escolas candidatas. Nós surgimos com a tecnologia e o Ministério da Educação cria o ambiente favorável para a implementação da mesma.”

Segundo o administrador do grupo “Meu Kamba”, o projecto exige a“contextualização” de professores, tendo o “Meu Kamba” capacitado para o efeito450 profissionais da Educação que suportam cerca de 36 mil alunos em 12províncias. O responsável preferiu não avançar quaisquer tipo de custos inerentes ao projecto, aparentemente oneroso, atribuindo antes importância ao seu resultado no médio e longo prazos. “Os ganhos centram-se na melhoria da qualidade do ensino e aprendizagem”.

As tecnologias de informação e as escolas

A Companhia Nacional de Computadores e Sistemas de Informação criou, em2014, o projecto “Meu Kamba”, uma iniciativa apadrinhada pelo Ministério daEducação, cujo mote é a instalação de computadores em salas de aula do ensino primário. O administrador do projecto, Francisco Xavier Pedro, sublinha a importância das tecnologias de informação e comunicação no subsistema do ensino primário, através do uso de computadores, tanto para alunos como para professores.

Leia mais na edição de Setembro de 2018.

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