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46 anos de (in)dependência financeira

Nestes 46 anos de independência, o país tem assistido a um crescente dependência financeira, muito por conta da sua abertura aos mercados externos e da manutenção de de ciclos económicos negativos.

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Wilson Chimoco
Fotografia
:
ISTOCKPHOTO
Wilson Chimoco

Marcada por uma alteração estrutural substancial no seu tecido produtivo, a economia angolana tem vivido à sombra dos feitos conseguidos pela economia colonial até 1973, onde se assistiram dinâmicas económicas que evidenciaram o potencial produtivo da então colónia portuguesa, mas que a independência de 1975 não soube preservar, em virtude das alterações políticas, económicas e sociais que se seguiram, com um Governo que, a todo o custo, queria ver-se livre do imperialismo.

Contudo, nos últimos anos, precisamente de 2014 para cá, tem-se assistido à inversão da trajectória do rácio do serviço da dívida externa sobre o total das exportações, um relevante indicador de (in)dependência financeira, que, depois de se ter fixado em 62,4% em 1996, o maior nível da série histórica do Banco Nacional de Angola (BNA), registou uma redução consistente até atingir os 3% em 2002, o menor registo da série da história. Mas tem vindo a aumentar, tendo-se situado nos 42% em 2020, o maior registo desde 1999, facto que demanda uma análise por cada um dos ciclos económicos em que foram apuradas aquelas tendências divergentes para tentar perceber o padrão.

Leia o artigo completo na edição de Novembro, já disponível no aplicativo E&M para Android e em login (appeconomiaemercado.com).

46 years of financial (in)dependence

In these 46 years of independence, the country has witnessed a growing level of financial dependence, much on account of its increasing openness to foreign markets and the maintenance of negative economic cycles.

Marked by a substantial structural change in its productive fabric, the Angolan economy has lived in the shadow of the colonial achievements up to 1973, when economic dynamism showed the productive potential of the then Portuguese colony, but that independence in 1975 was unable to preserve due to the political, economic and social changes that followed, with a government that wanted to get rid of imperialism at all costs.

However, in recent years, from 2014 onwards, precisely, there has been a reversal in the trajectory of the foreign debt service to total exports ratio, a relevant indicator of financial (in)dependence, which, after having been set at 62.4% in 1996, the highest level in the historical series of the National Bank of Angola (BNA), recorded a consistent decrease until reaching 3% in 2002, the lowest record in the series’ history. But it has been increasing, reaching 42% in 2020, the highest level since 1999, demanding an analysis of each of the economic cycles where those divergent trends were found in order to try to understand the pattern.

Read the entire article in the November issue, now available on the E&M app for Android and on login (appeconomiaemercado.com).

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