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Assimetrias podem agudizar-se

Referindo-se às perspectivas para 2020, a socióloga e docente universitária Cesaltina Abreu crê que as assimetrias e os desequilíbrios se acentuarão e que as tensões sociais aumentarão.

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A especialista entende que tal facto será resultado do empobrecimento crescente e de um extremar das desigualdades sociais, colocando à prova a capacidade de resistência das pessoas. Mas esta tem limites, apontou.

Em declarações à E&M, Cesaltina Abreu sublinhou que o que mais a preocupa é o facto de, no OGE 2020, mais da metade das verbas previstas se destinarem ao pagamento da dívida pública. “Uma dívida contraída em nosso nome para alimentar os processos de acumulação primitiva de capital e os monopólios, fomentando a corrupção e a má gestão dos recursos públicos”, repudiou.

A entrada em vigor do Imposto de Valor Acrescentado (IVA), no último trimestre de 2019, a par das medidas para as políticas monetária e cambial, têm provocado, segundo a especialista, um aumento exponencial dos preços de produtos de primeira necessidade, tanto em termos de alimentação quanto de serviços e outras necessidades vitais. “Tal situação será certamente agravada com a retirada do subsídio aos combustíveis, prevista para2020”, acrescenta a docente universitária.

Para Cesaltina Abreu, as anunciadas taxas de crescimento positivas, baseadas no aumento da taxa de crescimento do sector não petrolífero, “são descredibilizadas por vários analistas tendo em conta a redução da produção petrolífera em si e também a ausência de medidas que promovam, de facto, a produção nacional, particularmente nos sectores primário e secundário”.

Por outro lado, refere, esta descredibilização tem também como base a deterioração acentuada de troços da rede rodoviária, “fundamentais para garantir o abastecimento em meios de produção às zonas produtivas e o escoamento de produtos para as áreas de armazenamento e de consumo”.

A académica critica também a “falta de clareza” na tomada de medidas que permitam a criação de novos empregos e a desaceleração do desemprego, bem como a valorização do trabalho não contratado.

Leia mais na edição de Dezembro de 2019

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