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Indústria da Aviação, dois anos sob turbulência

Quingila Hebo
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Foto:
Vasco Célio

As companhias aéreas nacionais enfrentaram tempos difíceis desde Março de 2020, e fica mais fácil compreender a gravidade da situação olhando para os dados da Autoridade Nacional da Aviação (ANAC).

O número de passageiros transportados pelas companhias aéreas angolanas começou a baixar em Abril de 2020 e manteve-se nos mínimos históricos até Novembro daquele ano. Durante seis meses, transportaram, em média, 1.800 passageiros em voos domésticos fretados, enquanto em voos regulares só foram transportados pelo menos 1.600.

O relatório do ex-Instituto Nacional da Aviação Civil (INAVIC), referente a 2020, mostra que, durante três meses consecutivos (Março, Abril e Maio), não foram transportados passageiros em voos regulares. Os motores dos aviões foram desligados e, quando houve necessidade de os ligar, foi apenas para realizar viagens que duraram oito horas, para transportar suporte logístico. Durante os três meses, os voos regulares domésticos transportaram uma média de 32 toneladas, 120 vezes abaixo das 3.900 transportadas no mesmo período de 2019.    

Em Dezembro de 2020, o ex-INAVIC tinha registado nove companhias aéreas angolanas e 59 aeronaves com licenças para exercer aviação comercial no espaço aéreo nacional, que vão desde as de pequeno porte, com até seis lugares, até às de grande porte, com capacidade para transportar até 235 passageiros por cada decolagem.

Leia o artigo completo na edição de Fevereiro, já disponível no aplicativo E&M para Android e em login (appeconomiaemercado.com).

Aviation Industry , two years of turbulence

Domestic airlines have faced tough times since March 2020, and it is easier to understand the gravity of the situation by looking at the data released by the newly created National Aviation Authority (ANAC).

The number of passengers carried by Angolan airlines began to decline in April 2020 and remained at historic lows until November of that year. For six months, national airlines carried an average of 1,800 passengers on domestic charter flights, while on scheduled flights only about 1,600 passengers were carried.

The former National Institute of Civil Aviation (INAVIC) report for 2020 shows that for three consecutive months (March, April and May) no passengers were carried on scheduled flights. The aircraft engines were turned off and when there was a need to turn them on it was only to make 8-hour trips to transport logistic support. During the three months, scheduled domestic flights carried an average of 32 tons, 120 times less than the 3,900 tons carried in the same period of 2019.    

As of December 2020, the former INAVIC had registered 9 Angolan airlines and a total of 59 licensed aircraft engaged in commercial aviation within national airspace, ranging from 6-seater light aircraft to large aircraft seating 235 passengers per take-off.

Read the full article in the February issue, now available on the E&M app for Android and at login (appeconomiaemercado.com).