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Investimento directo estrangeiro. Em recuperação após queda livre

Apesar de as actuais propostas de investimento estrangeiro suplantarem os projectos de origem interna e mista, os números continuam muito aquém dos resultados alcançados em 2017.

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Dois mil e dezassete foi o período em que se observou opior registo, em termos de volume de investimento captado, desde 2013, um ano antes de despoletar a crise económica que assola o país.

O Investimento Directo Estrangeiro (IDE) em Angola caiu quase 70% entre 2013 e 2017, para 5.700 milhões de dólares, quando em 2013, uma no antes do início da crise que afecta até hoje o país, foi de 18.300 milhões de dólares.

O primeiro alerta para a falta de interesse do estrangeiro em investir em Angola foi feito em Janeiro de 2018 pelo Presidente da República, João Lourenço, que, reconhecendo as barreiras ainda existentes no ambiente de negócios em Angola, assumiu o compromisso do Estado com o repatriamento dos dividendos e com a segurança jurídica e dos bens físicos dos empresários que apostarem no país.

João Lourenço garantiu também, na altura, que seriam criadas nos meses seguintes, “todas as condições que se impusessem para que os investidores estrangeiros pudessem realizar com tranquilidade a sua actividade em Angola”.

Uma promessa que, no entanto, parece ter ganho uma lufada de ar com a entrada em cena da Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações (AIPEX), que substituiu a extinta Unidade Técnica de Investimento Privado (UTIP), e também com a entrada em vigor da nova Lei de Investimento Privado, em 2018, já que o diploma, para além de outras facilidades, veio acabar com a barreira de 1 milhão de dólares como valor mínimo para o investimento estrangeiro e com a obrigatoriedade de participação de 35% de um parceiro angolano.

Embora abaixo dos números registados nos últimos cinco anos, os dados mais recentes da AIPEX dão conta de que desde Agosto de 2018 até Janeiro de 2020 as propostas de intenção de investimento, no país, têm registado uma tendência crescente.

De acordo com os mesmos dados, em 2018, o país registou um total de 71 propostas, o que correspondeu a um volume de investimento à volta dos 563 milhões de dólares. Já no ano a seguir, em 2019, o número de propostas disparou para 167 projectos, representando um volume de investimento acima dos 2 mil milhões de dólares.

Em Janeiro deste ano, foram registadas nove propostas, traduzindo-se num volume de investimento de mais de 52 milhões de dólares. No total, foram registadas entre Agosto de 2018 e Janeiro do corrente ano, 247 projectos de investimento privado, dos quais 94 são de origem interna, 34 mista e o restante, cerca de 119, de origem estrangeira.

Leia mais na edição de Março de 2020

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