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Nove milhões de cidadãos podem chegar à velhice sem reforma

Dentro de 18 anos, Angola arrisca-se a ter nove milhões de pessoas com 60 anos, idade de reforma, sem nunca terem descontado para a Segurança Social, alerta o secretário de Estado da Segurança Social.

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Do total dos segurados pelo sistema de Segurança Social, apenas 1% são trabalhadores por conta própria, enquanto os restantes 99% dos inscritos estão vinculados ao regime dos trabalhadores por conta de outrem, incluindo os funcionários públicos.

Em declarações à Rádio Nacional de Angola, em Benguela, Manuel Moreira apontou que são sobretudo as zungueiras, os taxistas e motoristas que vão engrossar a estatística dos nove milhões de pessoas sem direito a reforma, apontando as duas últimas profissões como as mais rentáveis das três inumeradas. “São autênticas empresas que movimentam dinheiro”, qualificou, lamentando, no entanto, que não contribuam para a Segurança Social.

Reagindo às declarações do governante, o presidente daNova Aliança dos Taxistas de Angola (ANATA), Geraldo Wanga, em entrevista à E&M, calcula que só em Luanda estejam a circular 40 mil taxistas das chamadas viaturas “azuis e brancas”, sem contar com os táxis personalizados, estes últimos, pertencentes a várias empresas que decidiram abraçar o negócio. Nas restantes províncias, a ANATA estima que estejam a circular 300 mil táxis.

A actividade de exploração de serviço de táxi rende, em média, 25.000 kwanzas por dia, resultando numa média mensal de 500 mil kwanzas, o que faz dela um negócio rentável, sendo que os valores em causa, em muitos casos, revertem somente a favor do proprietário da viatura. O motorista e o cobrador dispõem, no entanto, de um dia extra (normalmente o Sábado) para garantir os seus respectivos rendimentos que, ao cabo de um mês, rondam os 100mil kwanzas, ou mais.

Leia mais na edição de Julho de 2019

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