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Privatizações. Transparência recomenda-se para evitar erros do passado

Apesar da convicção há também muito cepticismo em relação ao sucesso do programa de privatizações, actualmente em curso no país.

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Enquanto alguns especialistas acreditam haver determinação política e condições técnicas para que o PROPRIV avance, outros há que receiam que os erros do passado sejam repetidos, o que seria catastrófico. 
No entanto, todos concordam que caso haja transparência, o processo terá tudo para ser um êxito.

São inúmeras as empresas públicas que, embora tenham sido de grande referência no passado, hoje estão praticamente esquecidas devido ao estado de falência a que foram submetidas pelos então gestores.

Podia aqui dar-se vários exemplos de empresas nestas condições, mas, devido à exiguidade de dados técnicos fiáveis sobre o desempenho das mesmas, vale destacar apenas algumas, como são o caso da antiga fábrica de bolachas e enchidos, a Bolama. Outras há como a Congeral – fábrica de sabão; a Refrinol – fábrica de refrigerantes; a Cometa – fábrica de cisternas; a ALFAG – fábrica de alfaias agrícolas; ou até mesmo o Hotel Katekero, do ramo hoteleiro.


A Bolama, por exemplo, que durante anos foi apresentando uma situação operacional residual, foi integrada pela última vez num processo de privatização em 2013, juntamente com um grupo de pelo menos 30 empresas que se encontravam na mesma condição. Um ano depois, a empresa passa a ser gerida já por privados. Entretanto, para infelicidade dos então 33 funcionários no activo, nesse mesmo ano a companhia encerra a sua única unidade fabril, em Luanda. Em causa, segundo consta, esteve a obrigação do então gestor de ceder o terreno onde a fábrica se encontrava a funcionar ao seu legítimo proprietário.


Tal como a Bolama, muitas outras empresas em estado de falência continuam paralisadas, sendo que algumas estão a ser liquidadas para posterior entrega à iniciativa privada, enquanto outras tantas estão a ser extintas pelo Governo.

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