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Privatizações. Vendas em alta nas telecomunicações

António Nogueira
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Foto:
ISTOCKPHOTO E ARQUIVOS

Da banca, passando pela indústria, o Estado decidiu também alienar, em 2020, as participações que detém em algumas empresas de referência nacional no sector das telecomunicações.

Entre as empresas do sector das telecomunicações abrangidas no programa de privatizações do Governo constam a TV Cabo, onde detém 50% das acções através da Angola Telecom, Net One (51%, através da MS Telcom), MS Telcom (100% através da Sonangol), Multitel (30% através da Angola Telecom e da Unitel).

Destas, vale destacar o caso particular da Unitel que, no ano passado, terá alcançado lucros acima de 107,8 mil milhões de kwanzas, segundo contas efectuadas pelo jornal “Mercado” com base no relatório e contas de 2018 da Sonangol que detém uma participação de 25% na operadora de telefonia móvel.

Além da Sonangol, a Unitel tem como accionistas a Vidatel, a Geni e a PT Ventures com 25% cada. Entretanto, até ao momento não houve qualquer pronunciamento oficial sobre a margem de participação a ser colocada à disposição dos privados, no caso da maior operadora de telecomunicações móveis em Angola.

A Sonangol é a empresa com a qual o Estado se faz também representar na Biocom e na Mota-Engil, com uma participação de 20% do capital em cada uma delas. Catalogadas também como sendo de referência nacional, as duas companhias estão listadas para privatização ainda no decurso de 2020, devendo o negócio, em ambos os casos, ser viabilizado por via de concurso público. Do mesmo grupo faz parte igualmente o BAI, onde o Estado detém participações de 9% através da Sonangol.

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