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Um diamante bruto por lapidar

É com natural sentimento crítico que voltamos a abordar a problemática da seca no Sul do país e, de forma mais reflectida, sobre o Cunene, província que nos mostrou potencialidades socioeconómicas.

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Carlos Pombares
Fotografia
:
Carlos Aguiar
Carlos Pombares

A província do Cunene dispõe de muitos recursos, nomeadamente agro-pecuários, industriais, de mineração e turismo, este último com especial destaque para o “turismo de vida selvagem”, a partir do Parque Nacional da Mupa, uma reserva de conservação com cerca de 6.000 Km2, área bastante superior à do Parque Nacional da Gorongosa, em Moçambique.

No princípio da década de 90, enquanto presidente da Associação de Empresários do Cunene, e vivendo o flagelo da seca, oficializei a entrega de um documento sob o título “Cunene, um diamante em bruto”, sugerindo medidas de ‘crescimento inteligente, crescimento sustentável e crescimento inclusivo’, algumas delas aqui respigadas, na expectativa de uma intermediação bem-sucedida junto dos órgãos centrais do Estado.

Mas, mais uma vez, o problema da seca foi atirado para debaixo do tapete. Vinte e seis anos depois, “O Cunene Continua Um Diamante Em Bruto” porque os “lapidados” migraram para a Europa e vários offshores por esse mundo fora.

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